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OpenAI reforça Zero Data Retention e apresenta Private Safety Processing

Anúncio combina retenção zero para clientes elegíveis de API e sinais de segurança entre interações — com testes, exceções e pontos de governança a validar.

Redação ON Academy22 de setembro de 20264 min de leitura

Resposta direta

A OpenAI reafirmou que clientes elegíveis da API podem usar Zero Data Retention, sem retenção de prompts e respostas após o processamento, e apresentou o Private Safety Processing em prévia para detectar padrões de risco entre interações sem dar acesso humano da OpenAI ao conteúdo. Empresas devem confirmar elegibilidade, escopo contratual, exceções de retenção e controles técnicos antes de considerar a solução implementada.

O que aconteceu

Em 19 de agosto de 2026, a OpenAI reafirmou que oferece Zero Data Retention (ZDR) a clientes elegíveis de API para modelos de fronteira. Segundo a empresa, nesse modelo os prompts e as respostas não são retidos após o processamento da solicitação, não ficam disponíveis para revisão por funcionários e não são usados para treinar modelos sem adesão explícita do cliente. (openai.com)

No mesmo anúncio, a companhia apresentou em prévia o Private Safety Processing, um mecanismo destinado a ampliar a análise automatizada de segurança para padrões que apareçam em interações relacionadas — e não apenas em uma solicitação isolada — sem conceder a funcionários da OpenAI acesso ao conteúdo subjacente. (openai.com)

O que muda na prática para clientes enterprise

1. ZDR continua sendo uma oferta para clientes elegíveis

O anúncio não descreve ZDR como padrão para toda e qualquer conta ou produto: a promessa é direcionada a clientes elegíveis da API. Para equipes de compras, privacidade e segurança, a consequência é operacional: a condição de elegibilidade, o escopo de modelos e as configurações contratadas precisam ser confirmados antes de tratar ZDR como requisito atendido. (openai.com)

2. A segurança pretende ganhar contexto entre interações

Os sistemas compatíveis com ZDR já avaliavam interações individualmente, segundo a OpenAI. O Private Safety Processing foi concebido para identificar sinais de possível uso indevido ao considerar padrões em interações relacionadas, inclusive em tarefas mais longas e complexas. A empresa afirma que, quando identifica um risco, recebe um sinal limitado sobre o tipo de atividade; o conteúdo em si não seria exposto à equipe humana da OpenAI, mesmo quando houver sinalização. (openai.com)

3. O controle de chaves é central no desenho anunciado

Para implantações ZDR, a OpenAI diz que o conteúdo do cliente permanece em infraestrutura controlada pelo próprio cliente. A empresa também informou que desenvolve uma alternativa de armazenamento em sua infraestrutura com criptografia baseada em chaves controladas pelo cliente; nesse desenho, a OpenAI afirma não possuir cópia das chaves para acessar o conteúdo. (openai.com)

4. Há uma exceção expressa à não retenção

A OpenAI informa que imagens sinalizadas por potencial material de abuso sexual infantil (CSAM) continuam sujeitas à retenção para revisão manual e comunicação às autoridades, inclusive em implantações ZDR. A ressalva decorre, segundo a empresa, de obrigações legais aplicáveis. (openai.com)

O que ainda está em teste

O Private Safety Processing estava sendo testado com clientes iniciais na data do anúncio. A OpenAI declarou que planejava iniciar a disponibilização e publicar um white paper técnico em setembro de 2026, mas o comunicado consultado não confirma, por si só, a conclusão desse cronograma nem detalha todos os controles técnicos e contratuais da oferta final. (openai.com)

Por isso, empresas não devem pressupor que a prévia já esteja disponível para seu ambiente ou que substitua a avaliação de requisitos de compliance, segurança, retenção e resposta a incidentes.

Leitura da ON Academy

Fato: a proposta tenta conciliar duas demandas que costumam entrar em tensão em projetos de IA corporativa: minimizar retenção e acesso humano a conteúdo sensível, mas manter mecanismos de segurança capazes de perceber comportamentos que se revelam ao longo de várias interações. (openai.com)

Interpretação da ON Academy: para setores regulados, o ponto mais relevante não é apenas a existência de ZDR, mas a capacidade de transformar a promessa em evidência auditável. O Private Safety Processing pode reduzir uma objeção frequente à adoção de modelos avançados — a necessidade de expor conteúdo para monitoramento —, porém a avaliação deve depender de documentação técnica, termos contratuais, fluxos de alerta e responsabilidades claramente definidos.

Checklist para CISO, compliance e times de dados

Antes de expandir o uso de modelos de fronteira com base nessa arquitetura, valide:

  1. Elegibilidade e escopo: quais contas, modelos, regiões e endpoints estão cobertos por ZDR.
  2. Retenção e exceções: quais dados podem ser retidos, em quais circunstâncias e por quanto tempo — incluindo a exceção relacionada a CSAM.
  3. Controle criptográfico: quem gera, armazena, rotaciona e revoga as chaves; e como esse controle é comprovado.
  4. Sinais de segurança: que tipo de alerta pode ser enviado, para quem, com qual nível de detalhe e sob quais critérios de enforcement.
  5. Investigação e contestação: como a empresa acessa seus próprios registros para analisar alertas, contestar decisões ou compartilhar evidências de modo deliberado.
  6. Governança interna: quais casos de uso podem usar a API, quais categorias de dados exigem aprovação adicional e quais registros devem ser mantidos para auditoria.

Para desenvolver critérios de avaliação, governança e aplicação responsável de IA em operações, veja os treinamentos da ON Academy.

Perguntas frequentes

O que você precisa saber

O que é Zero Data Retention (ZDR)?

É uma promessa oferecida a clientes elegíveis de API: a OpenAI afirma não reter prompts nem respostas depois do processamento da solicitação, não disponibilizar esse conteúdo para revisão por funcionários e não usá-lo para treinamento sem opt-in explícito do cliente. Há uma exceção declarada para imagens sinalizadas por potencial CSAM.

O que é Private Safety Processing?

É uma prévia de mecanismo de segurança que busca identificar padrões de possível uso indevido em interações relacionadas. A OpenAI afirma que o processo gera sinais limitados de risco sem liberar o conteúdo subjacente para funcionários da empresa.

Todo cliente enterprise já pode usar esses recursos?

Não necessariamente. O anúncio se refere a clientes elegíveis da API e diz que o Private Safety Processing estava em teste com clientes iniciais. A disponibilidade, o escopo e os controles aplicáveis precisam ser confirmados com a OpenAI.

O que uma equipe de compliance deve validar antes de adotar a solução?

É preciso revisar elegibilidade, modelos e endpoints cobertos, cláusulas de retenção e exceções, arquitetura de chaves, tratamento de alertas, trilhas de auditoria e procedimentos para investigação e contestação.

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